De Mãe a Empresária: Uma História de Amor, Coragem e Transformação

Em maio de 2016, nasceu a Bianca — e com ela, nasceu também uma nova versão de mim.

Eu vinha de uma sólida carreira no RH de uma grande multinacional. Estabilidade, reconhecimento, futuro promissor. Mas quando olhei para minha filha nos primeiros dias de vida, tudo que antes parecia certo passou a ser incerto. E dentro dessa incerteza nasceu a pergunta que mudaria meu caminho: “É aqui que eu quero estar?”

A resposta não veio de imediato. Durante a licença, me vi dividida entre dois mundos: o que eu conhecia e o que eu sonhava construir. E foi no retorno ao trabalho que entendi, no mais profundo do meu ser, que eu não cabia mais ali. Pedi demissão. Foram intermináveis 29 dias até a minha saída efetiva — e também o primeiro passo para uma vida que eu sequer sabia como construir.

Empreender parecia um sonho distante. O medo era grande, maior do que eu gostaria de admitir. Pensei em franquias, em delivery de orgânicos, até quase me tornar sócia de uma escola de idiomas. Mas foi no meio desse turbilhão que a vida colocou no meu caminho mulheres que mudariam tudo.

Conheci Mirella Ferraz ainda em grupos de mães no Facebook. Ela, mãe das gêmeas Marina e Luiza, me instigou com sua vontade de fazer diferente. Com ela veio também Gislaine Lima, empresária contábil, que anos depois seria mãe da Camila e da Isis — e que até hoje cuida da contabilidade da Conduzze.

Mas foi Thayse Leonardi, jornalista e mãe do Arthur e do João Pedro, quem me fez acreditar que eu podia. Foi ela quem me fez a pergunta que mudou tudo: “Por que você não começa sozinha?” Naquele momento, eu não sabia, mas já começava a acreditar que era possível construir o meu próprio futuro.

Comecei com medo, logo depois fiquei grávida do Vicente, enquanto ainda cuidava da pequena Bianca. Comecei ouvindo que seria difícil, que talvez eu não desse conta. Mas persisti.

E nessa trajetória, tive o privilégio de encontrar empresárias que estiveram junto comigo e que se tornaram mães extraordinárias: Thania Bogoni, mãe da Nara; Dayane Oliveira, mãe do Eduardo; e Vanessa Farinhuke, mãe do Gabriel. Cada uma, à sua maneira, fortaleceu a certeza de que, quando nos apoiamos, somos capazes de construir algo ainda maior.

A Conduzze foi crescendo, e com ela, minha equpe. Vieram Michele Cieselski, mãe do nosso mascote felino, Nino; Karina Rausis, mãe da Isabella; Amanda Oliveira, mãe do Lucas; Tatiana Fagundes, mãe da Adele e do Anthony; Daiane Reis, mãe do Gabriel; e Kelly Glinski, mãe do Santiago. Cada uma trazendo profissionalismo, amizade, parceria — e suas próprias histórias de maternidade e coragem.

A maternidade me fez empresária, mas foi a sororidade que me manteve firme.

Essa caminhada também me trouxe o presente de conhecer Carol Chab, mãe da Victoria e da Luiza. Ela cruzou meu caminho por motivos profissionais, mas permaneceu na minha vida por causa da amizade. Ao lado dela, vivi uma nova fase de crescimento, atuando como diretora na Rádio Mais.

E, acima de tudo, nada disso seria possível sem o apoio incondicional da minha mãe, Jeanete Laskoski — minha maior referência de força e carinho, que acolheu meus filhos nos meus dias mais longos e acalmou meu coração nos meus dias mais difíceis.

Hoje, olhando para trás, vejo que a maternidade não me paralisou. Ela me impulsionou.
Ela me ensinou sobre limites — e também sobre possibilidades infinitas.
Ela me mostrou que sucesso não é apenas sobre resultados, é sobre quem caminha ao seu lado.

Por isso, neste mês das mães, deixo a você que me lê a certeza:
É possível, sim, conciliar maternidade e empreendedorismo.
É possível porque somos feitas de amor. E o amor nos torna imparáveis.


Para todas as mães que sonham em empreender:

Acredite no seu tempo.
Abrace seus medos.
Cerque-se de pessoas que iluminam seus caminhos.
O equilíbrio entre ser mãe e ser empresária não nasce pronto — ele se constrói, dia após dia, com coragem, paciência e amor.
Empreender é também um ato de cuidar: de si mesma, dos seus sonhos e do legado que você vai deixar.
Você é capaz. Você é suficiente. Você já é tudo o que precisa ser.

Susan Jareck.

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